sexta-feira, 6 de março de 2015

TERMOS TÉCNICOS DE ADMINISTRAÇÃO

Custos - Gasto relativo a um bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.

Gastos - Sacrifício financeiro que a entidade arca para obtenção de um produto ou serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

Investimento - Gasto ativado em função de vida útil ou benefícios atribuídos a futuro (s) período (s).

Despesa - Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para obtenção de receita.

Desembolso - Pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço.

Perda - Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntariamente.

Custo Direto - É aquele facilmente identificado no produto. Não precisa de critérios de rateios.

Custo Indireto - É aquele não identificado diretamente no produto, necessita de critérios de rateios para sua locação.

Custo Variável - É aquele que varia em função da quantidade produzida.

Contabilidade de Custos - Tem a finalidade de dar classificação, agrupar, controlar e atribuir custos.

Custos Contábeis - Origina-se de transações autênticas, que geralmente tem raízes contratuais ou legais.

Custos de Fabricação - São basicamente reconhecidos três categorias – matérias primas diretas, mão de obra e custos gerais de produção.

Exemplo de Materiais Indiretos - São considerados materiais indiretos óleos lubrificantes, materiais para limpeza, suprimentos de manutenção e reparos, etc.

Mão de Obra Indireta - São consideradas como mão de obra indireta salários de supervisores, auxiliares de escritório da fábrica, vigias, pessoal de manutenção, etc.

Custos Gerais de Fabricação - São considerados como custos gerais de fabricação depreciação do edifício, e dos equipamentos da fábrica segundo desta, aluguel, impostos, água, luz e força, etc.

Custos de Transformação - É o conjunto formado pela mão de obra direta e custos gerais de fabricação.      
                        
Custo dos Produtos - São custos de produção atribuídos as unidades que foram produzidas. São lançados contra a renda e tornado-se despesas somente quando os produtos são vendidos.   Até esse momento eles são mantidos em contas de estoque.

Custos do Período ou Despesas do Período - Sendo de natureza não fabril são absorvidos em cada período, à medida que são incorridos.    Eles incluem despesas de comercialização, venda, distribuição, pesquisa e administração.

Custos Fixos de Capacidade - São estes os custos das instalações de uma empresa.   Eles representam a capacidade que ela tem de produção e venda de bens.   A depreciação e a amortização são custos fixos que estão nesta categoria.

Custos Fixos Operacionais - Estes custos fixos são necessários à operação das instalações da empresa.  Seguro, impostos, supervisão (quando fixa) são exemplos deste tipo de custo fixo.

Custos Fixos Programados - Estes são custos fixos não diretamente relacionados com as instalações e sua operação, com os quais a direção comprometeu a empresa.   Pesquisa e Publicidade são exemplos de custos deste tipo.

Custos Semivariáveis ou Custos Semifixos - Os custos simivariáveis apresentam diferentes quadros de comportamento.   Alguns tendem a permanecer constando em montante total através de certas faixas de produção e, então aumentam ou diminuem quando é atingida outra faixa de produção.
  
Custo Marginal - Representa o aumento dos custos totais resultante da produção de uma unidade adicional.

Controle de Custos - É formado por:
  • Delineamento de centros de responsabilidade.
  • Delegação de autoridade.
  • Padrões de custos.
  • Relevância dos custos controláveis.
  • Relatórios de custos.
  • Redução de custos.

Delineamento de Centros de Responsabilidade - Um centro de custo representa um setor de atividade relativamente homogenia, para o qual existe uma definição clara de autoridade, áreas comuns de operações e de responsabilidade destroem a própria essência do controle.

Delegação de Autoridade - Os esforços enviados para conseguir o controle dos custos estão sujeitos a fracassarem, se for regada, aos indivíduos encarregados da responsabilidade, a autoridade necessária para dela se desincumbirem.

Padrões de Custo - O controle de custos presume a existência de critérios razoáveis para medição do desempenho.   Esses padrões de custos devem ser alcançáveis em condições operacionais normais e eficientes. O indivíduo cujo desempenho estiver sendo avaliado deve participar do estabelecimento dos padrões.

Relevância dos Custos Controláveis - Nem todos os custos são controláveis e custos diferentes são controláveis em escalões diferentes da organização. As flutuações dos preços de suprimentos podem estar fora da atuação da administração.Um supervisor departamental poderá ter pouca ou nenhuma influência sobre o estabelecimento dos preços da mão de obra da fábrica. Enquanto que a gerência da fábrica exige um controle muito mais amplo sobre tais custos. Somente aqueles custos que sejam controláveis diretamente por um indivíduo são relevantes numa avaliação do seu desempenho.

Relatórios de Custos - O controle eficaz dos custos exige relatórios de custos oportunos e significativos. Esses relatórios devem conter um confronto entre os resultados – padrão e os efetivos.

Redução de Custos - O controle dos custos atinge o seu nível mais alto do requinte quando existir um plano formal para eliminar os desvios desfavoráveis em relação aos padrões de custo.

Custos Orçados - São estimativas do que se julga que os custos serão.

Custos Padrão (Standard) - São medidas do que se julga que devem ser os custos.

Custos Efetivos - Descrevem quais foram os custos.

Custo de Incrementação - São custos adicionais, aqueles que não seriam incorridos se um determinado projeto não fosse empreendido. São, por conseguinte, custos evitáveis.

Custos Imputados - São custos hipotéticos, pelo menos no sentido de que são alheios às escritas da contabilidade ou não reconhecidos por ela.   Entretanto, do ponto de vista do processo decisório. Os custos imputados dificilmente podem ser chamados de teóricos.

Custo de Oportunidade - É o custo resultante de uma alternativa à qual se tenha renunciado, ou se aprovado.

Custo Afundado - É aquele para o qual o dispêndio ocorreu no passado e que não será afetado uma determinada decisão que esteja em cogitação.   Está em constante com um custo desembolsado (ou de incrementação).   Que requer um desembolso adicional de dinheiro.

Custos dos Produtos Vendidos (CPV) - À medida que os produtos acabados são vendidos e entregues aos clientes, a responsabilidade pelo valor dos produtos (agora com preços mudados, do custo de produção para preço de venda) é transferida da função de armazenamento dos produtos acabados para o setor de contas a receber e cobrança.

Razão Geral da Fábrica - Uma técnica conveniente na organização de um sistema contábil é o uso de uma razão geral da fábrica.   Exemplos do uso desta técnica de desdobramento da razão geral são encontrados em contabilidade de custos e também na contabilidade entre as filiais e a matriz.

Materiais Diretos - São materiais que efetivamente fazem parte do produto acabado.

Materiais Indiretos - São aqueles materiais que não fazem parte física do produto, também chamados materiais de consumo.

Critérios Básicos para Avaliação de Inventários
  • PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair) ou FIFO (First-in, First-out).
  • UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair) ou LIFO (Last-in, First-out).
  • Custo médio (Média Aritmética Ponderada).

Perdas - As perdas podem ser classificadas de duas formas:
a) Perda Técnica
b) Perda Eventual

Perda Técnica - A perda técnica é aquela que faz parte do próprio processo de fabricação.
Ex.: Sobra de metal na usinagem.
          
Perda Eventual - É uma perda involuntária tais como:
Ex.: Erro de processo, Incêndio, Roubo e etc...

OBS.: As perdas eventuais não deverão ser lançadas a custo e sim ao resultado do exercício.

Custo para Processos - Quando os produtos são padronizados e produzidos de forma contínua.

Requisição de Material - Documento contábil para retirada de material dos almoxarifados, às vezes utilizados em outras formas de movimentação de materiais.

Recebimento e Conferência - O Departamento de Recebimento e Conferência é responsável pela verificação dos pedidos com as notas ficais de entrada e a entrega ao departamento de almoxarifado (Quando for o caso), após a inspeção dos itens.

Almoxarifado - Departamento responsável pelo armazenamento, controle, despachos, controle da qualidade dos itens que estão sob a sua responsabilidade e rodízio de materiais.

Área de Produção - Local destinado aos equipamentos que irão transformar matérias primas em produtos acabados.

Departamento de Produção - Responsável pelo controle das movimentações de materiais.   Nos processos de produção, mão de obra e controle da qualidade sempre comparando com os padrões de produção.

FIFO - Abreviação da expressão inglesa “First-in, First-out” – Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair.

LIFO - Abreviação da expressão inglesa “Last-in, First-out” – Último a entrar, Primeiro a sair.

Estoque Básico - É a quantidade necessária para manter a empresa em funcionamento.

Administração - É a ciência de administrar negócios.

Administração da Produção - É a ciência de administrar a produção de um bem em condições adequadas tais como: custo, capacidade de produção, qualidade, planejamento e atendimento das necessidades da empresa e do cliente.

“Break-even” (Ponto de Equilíbrio) - É o ponto em que a empresa não apresenta lucro e não sofre prejuízo.

Disponível - Normalmente disponível significa a quantia demonstrada no balanço geral exigida pelas operações totais da empresa.

Ativo Corrente - Os três mais importantes componentes do ativo corrente são: Disponível, Contas a Receber e Inventários.

sábado, 30 de agosto de 2014

CODIFICAÇÃO DOS ITENS DE ESTOQUE


Como montar um código de estoque:

Dados necessários:

Numero de estados em que a empresa está presente = 04 estados.
Quais são esses estados =  Rio de janeiro, São Paulo, Espirito Santo e Minas Gerais.
Quantos produtos a empresa fabrica = 05 produtos.
Quais são esses produtos = sabões, detergentes, amaciantes, desinfetantes e velas.

.MONTAGEM DO CÓDIGO.

Rio de janeiro = 01
São Paulo = 02
Espirito Santo = 03
Minas gerais = 04

Fabrica do Rio de Janeiro = 10 - 20 - 30 > velas, amaciantes, sabões,desinfetantes e detergentes.
Fabrica de São Paulo = 10- 20  > amaciantes,desinfetantes, sabões e detergentes
Fabrica do Espirito Santo = 10-20-30-40 > sabões, velas, desinfetantes e detergentes
Fabrica de Minas Gerais = 10-30-40-50 > sabões, desinfetantes, detergentes amaciantes e velas

Nota: os códigos 10-20-30 especificam as unidades de fabricação dentro do estado.
Exemplo = 10 > fábrica localizada em Nova Iguaçu, 20 > Niterói e etc

Grupo de produtos = 10 sabões
Grupo de produtos = 20 detergentes
Grupo de produtos = 30 amaciantes
Grupo de produtos = 40 desinfetantes
Grupo de produtos = 50 velas

Produto = 1010 > sabão neutro caixa c/ 10 kg
Produto = 1020 > sabão glicerinado caixa c/ 12 kg
Produto = 1030 > sabão perfumado caixa c/ 10 kg

Produto = 2010 > detergente neutro caixa c/ 24 x 500 ml
Produto = 2020 > detergente limão caixa c/ 24 x 500 ml

Produto = 3010 > amaciante lavanda caixa c/ 06 x 2000 ml
Produto = 3020 > amaciante citros caixa c/ 06 x 2000 ml

Produto = 4010 > desinfetante pinho caixa c/ 12 x 500 ml
Produto = 4020 > desinfetante eucalipto caixa c/ 12 x 500 ml

Produto = 5010 > vela 06 caixa c/ 25 pacotes

ORDEM DO CÓDIGO

XX .XX .XX .XXXX

XX - estado
XX - fabrica
XX - grupo
XXXX - produto

Exemplo : 0110303010 - esse código quer dizer que:

O produto foi fabricado no Rio de janeiro na fábrica de Nova Iguaçu no grupo de amaciantes é o tipo lavanda caixa c/ 06 x 2000 ml.

A ideia é apresentar um simples modelo de codificação de itens do estoque, o tamanho do código vai depender da necessidade de cada empresa.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

COMPORTAMENTO DE UM GERENTE INDUSTRIAL


Comportamento de um gerente industrial.

Com o passar de vários anos na área industrial, pude observar o comportamento de um bom gerente industrial, e posso dizer o seguinte:

- O gerente industrial tem por obrigação de conhecer, todas as fases do processo que ele gerencia, não          adianta achar, tem que entender.

- Percorrer toda a linha de produção no minimo uma vez por dia e em horários diferentes.

- Observar todos os colaboradores, desde o auxiliar de produção, operador, encarregado  e supervisor.

- Conversar com todos, ouvir todas as sugestões desde o auxiliar de produção até o supervisor ( dai surgem    grandes mudanças ).

- Quando verificar alguma falha, saber lidar com o problema, e resolver em conjunto com os envolvidos.

- Saber compartilhar as vitórias e assumir pra si todas as responsabilidades das derrotas.

- Quando todos estão entrando em pânico com um problema, o gerente deve ter sempre calma e acalmar.

- O bom gerente sabe que está administrando pessoas e as pessoas estão operando máquinas.

- O bom gerente sabe que o maior patrimônio de uma empresa, é a mão de obra, porque:
     não adianta ter um equipamento caríssimo se você não tem um operador especializado.

- O bom gerente sabe que não adianta  só treinar o colaborador, ele tem que ser valorizado.

- Um bom gerente tem a obrigação de zelar pela segurança de seus colaboradores.

- Um bom gerente deve observar o crescimento de cada colaborador, orientando sempre para o seu         aperfeiçoamento, através de cursos de especialização.

- Um bom gerente está sempre disposto a aprender.

- Um bom gerente tem que saber conviver com os sócios e os seus colaboradores.

- Um bom gerente não pode ser uma vaquinha de presépio, que sempre balança a cabeça sem expor as suas opiniões, independente da consequência que isso venha a acarretar.

- Um bom gerente pensa na empresa como um todo, formada de sócios, colaboradores, clientes e fornecedores ( sempre um dependente do outro ).

- Um bom gerente é aquele exerce a justiça com ele e com os outros.

- Um bom gerente não pode errar, mas se acontecer o erro, não pode se omitir.

- Um bom gerente tem que ser sempre um grande colaborador.










quarta-feira, 2 de abril de 2014

CONCEITO BÁSICO DE DEPRECIAÇÃO

Depreciação:

No dicionario Aurélio quer dizer : Ação de depreciar, baixa de  preço ou de valor, desprezo desdém.

A ideia é apresentar um simples conceito de depreciação sem entrar nos méritos da contabilidade e etc...

Conceito: Depreciar é a forma de se baixar mensalmente o valor de um bem, que vai se desgastar durante o tempo de vida útil, isto serve tanto para as instalações, maquinários, veículos e etc....

Exemplo:

Digamos que a empresa ALPHA, comprou uma máquina para sua produção.


O preço liquido da máquina é = R$ 150.000,00.

Verificou-se que o tempo de vida útil dessa máquina é de 10 anos.

Então vamos ao cálculo.

Valor da máquina = R$ 150.000,00

Tempo de vida útil do equipamento = 10 anos

Depreciação anual =  R$ 150.000,00 / 10 anos

Valor da depreciação anual =  R$ 15.000,00

Depreciação mensal.

Um ano tem 12 meses.

O valor da depreciação anual é = R$ 15.000,00

Depreciação mensal = R$ 15.000,00 / 12 = R$ 1.250,00

Esse é o valor que após sofrer um processo de correção, sera considerado como despesa mensal.

NOTA: não basta lançar esse valor como despesa, ele terá que ser provisionado para aquisição de um novo equipamento após o término do tempo de vida útil.


Conclusão: O conceito é básico  para se conhecer a depreciação.







quarta-feira, 12 de março de 2014

CÁLCULO DO PREÇO MÉDIO DO ESTOQUE



Cálculo do preço médio do estoque.

Digamos que a empresa BETA, possui uma unica matéria prima chamada de XPTO  que tem no seu estoque os seguintes movimentos.

Saldo inicial.

Quantidade = 156.000 kg
Preço da matéria prima XPTO = R$ 8,56
Valor total = R$ 1.335.360,00

Compra efetuada.

Quantidade = 85.000 kg
Preço da matéria prima = R$ 9,36 (*)
Valor total = R$ 795.600,00

(*) Preço liquido sem impostos verificar na postagem CÁLCULO DO PREÇO LIQUIDO DE UMA MATÉRIA PRIMA.

Cálculo do preço médio do estoque.

Saldo Inicial =   156.000          8,56           1.335.360,00
Compra      =     85.000           9,36              795.600,00
Saldo Final  =    241.000         8,84             2.130.960,00

Apresentação do cálculo:

Preço médio do estoque ( PME).

PME = (1.335.360,00 + 795.600,00) / (156.000 + 85.000) =
            ( 2.130.960,00) / ( 241.000) = 8,84

Digamos que a empresa BETA, efetuou uma nova compra com um preço ótimo.

Compra efetuada.

Quantidade = 150.000 kg
Preço da matéria prima XPTO =  R$ 7,56 (*)
Valor total = R$ 1.134.000,00

Cálculo do novo preço médio do estoque.

Saldo Inicial = 241.000           8,84           2.130.960,00
Compra       = 150.000           7,56           1.134.000,00
Saldo Final  =  391.000           8,35          3.264.960,00

Apresentação do calculo:

Preço médio do estoque (PME)

PME = (2.130.960,00 + 1.134.000,00) / ( 241.000 + 150.000) =
            (3.264.960,00) / (391.000) = 8,35

Podemos verificar o que influenciou o preço médio do estoque.

O preço médio do estoque era de R$ 8,56
Com a primeira compra ele passou para R$ 8,84
Isso quer dizer que o preço médio do estoque cresceu em  + 3,27%.

O preço médio do estoque era de R$ 8,84
Com a segunda compra ele passou para R$ 8,35
Isso quer dizer que o preço médio do estoque desceu em  - 5,54%

O preço médio do estoque inicial era de R$ 8,56
O preço médio do estoque final é de R$ 8,35
Isso quer dizer que o preço médio do estoque desceu em - 2,45%

Obs: Quanto maior o numero de casas decimais nos preços, mas correto sera o cálculo.

Conclusão:

Como podemos observar,  o departamento de compras  bem formado,  influencia diretamente no preço médio do estoque.






    

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CUSTO FIXO e CUSTO VARIÁVEL



Curiosidades sobre os custos fixos e variáveis.

Vamos analisar o custo ENERGIA ELÉTRICA.

É um custo que acontece todos os meses e toda empresa necessita dele,  por isso é considerado um custo fixo,  porem existem duas considerações:

 a) - Existe o valor fixo dentro da conta que é o consumo minimo.

 b) - Mas existe uma parte que é o valor pago pela utilização desse custo.
         Ex: Quanto mais se gasta mais se paga, ou seja um custo variável

Obs: A utilização racional da energia elétrica, pode gerar redução de custos no que se refere a parte variável da conta.

Vamos analisar o custo ALUGUEL. ( considera-se também despesa ).

Quando uma empresa não possui uma área própria para produção, ela recorre ao aluguel.
Depois de negociado, o valor do aluguel passa a ser um custo fixo e não se pode fazer nada para reduzi-lo.
Mas existe uma consideração interessante, vejamos:
Se uma empresa paga de aluguel o valor de R$ 1.500,00 por mês, e produz 5.000 unidades, o custo unitário sera ( 1.500,00 / 5000) = R$ 0,30 por unidade produzida.
Se a empresa consegue crescer a sua produção em 30%, qual sera o valor unitário do aluguel, vejamos:
produção 5000 unidades mensais mais 30% de aumento sera = 5000 x 1.30 = 6500 unidades mensais.
valor do aluguel distribuído pelas unidades produzida ( 1.500,00 / 6500 ) = R$ 0,23 por unidade produzida.

Nota: Podemos dizer que, o valor do aluguel é fixo, porem  é variável em função das quantidades produzidas.

Vamos analisar o IMPOSTO.

Digamos que uma empresa pague o ICMS de 19%  e fature mensalmente o valor de R$ 45.000,00,
o valor do imposto sera = R$45.000,00 x 19% = R$ 8.550,00. No mês seguinte ela fatura o valor de R$ 35.000,00 o valor do imposto sera = R$ 35.000,00 x 19% = R$ 6.650,00.
A diminuição do imposto de R$ 8.550,00 para R$ 6.650,00 não é uma redução do imposto, apenas a queda do faturamento, pois o ICMS de 19% continua fixo.

Obs: As vezes o custo fixo pode ser variável e o custo variável pode ser fixo, por esse motivo devemos sempre analisar cada situação.

Custo analisado pela LÓGICA..

Um exemplo que podemos apresentar é a redução de custo sem fazer nenhum calculo apenas pela lógica.

Exemplo: uma sala possui quatro lampadas com a mesma capacidade , então as quatro lampadas representam 100% do consumo, digamos que eu desliguei uma lampada,  eu obtive uma redução de 25% do consumo daquela sala, não satisfeito desliguei mais uma lampada, eu obtive uma redução de 25% do consumo da sala. Com essas medidas ao desligar as duas lampadas obtive uma redução de 50% do consumo naquela sala.

Não fiz calculo nenhum apenas utilizei a LÓGICA matemática.

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domingo, 2 de fevereiro de 2014

ADMINISTRAÇÃO FAMILIAR

Administração familiar.

Quando uma empresa possui uma administração familiar, ela corre o seguinte risco:

- Criação de feudos dentro da empresa. Exemplo:

Um dos sócios assume a área administrativa da empresa, outro assume a área comercial e o outro a área industrial. Até ai tudo bem, mas o tempo vai passando e cada um quer mostrar que é o dono do pedaço, e começam os problemas. Quando uma pequena rixa familiar acontece fora da empresa, um passa a sonegar informações para o outro e vice e versa. Com isso quem sofre é a empresa que perde eficiência e as vezes assume grandes prejuízos.
Mas o problema não fica só ai, os profissionais que ficam abaixo de cada diretoria, ficam de saia justa, porque algumas decisões irão afetar o seu diretor e com isso ficam as duvidas, fazer ou não fazer?
Quem é profissional vai comunicar ao seu diretor o que está acontecendo e esperar uma decisão, que as vezes não vem. Existe também o profissional sabonete, que fica fazendo jogo, para ficar bem com todos os diretores, não se preocupa com a empresa mas sim com o seu bem estar. Tudo ocasionado por problemas fora da empresa.
O tempo vai passando e a empresa cresce, mas continua com os mesmos problemas, e ai aparecem os filhos que normalmente fazem faculdade achando que sabem tudo (conhecimento e não experiencia), e assumem cargos de gerencia e as vezes de diretores. Alguns com arrogância não aceitam compartilhar o seu conhecimento com a experiencia de um profissional da empresa., e também querem mostrar que são os caras, para o papai e mamãe ficarem discutindo quem é o melhor para os outros membros da diretoria.
Ai começam as discussões e inicia-se a criação dos sub-feudos,  e os problemas citados acima se multiplicam, até que um dia, o mercado quer eficiência, qualidade e preço.
Como não existe uma relação de afinidade técnica dentro da empresa, começam a surgir decisões por área e não uma decisão global. Redução de custos sem critérios, dispensa de funcionários sem uma avaliação técnica do impacto dessas decisões, e ai por diante.
As decisões são tomadas mas não acontece o que foi previsto e novas decisões sem planejamento são tomadas e nada acontece. E tudo fica difícil, começa a procura de profissionais no mercado para tentar resolver o problema. Profissionais são contratados e inicia-se a administração profissional, tudo resolvido?
as vezes não.As mudanças interferem nos feudos e sub-feudos, afetando os egos. Decisões precisam ser tomadas mas não são, Começam as reuniões de família, porque as decisões profissionais irão diminuir o poder dos feudos, e os profissionais são trocados de acordo com o interesse de cada feudo.
Com o passar do tempo, só existe uma solução para a família que já esta totalmente saturada.
Vender a empresa e ai começam as novas discussões, alguns querem a venda e outros não. O final normalmente é triste, a empresa se desvaloriza e o sonho termina.
Toda regra tem exceção, existem famílias que formam conselhos de administração,  e a empresa é gerenciada por profissionais do mercado. Os filhos são iniciados na empresa, se formando tecnicamente e pegando a experiencia dentro da empresa, para que no futuro tenham conhecimento para participar do conselho de administração.

Obs: Decisões importantes devem ser debatidas até o conselho de administração não ter duvidas. Após tomadas, devem ser respeitadas e acatadas por todos..


lucamafe